9 deuses esquecidos da mitologia grega

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Muitas pessoas imaginam que a mitologia grega é composta por somente 12 deuses. Poucos são os que sabem que na verdade existem muitos outros, deveras esquecidos.

Basta de Zeus, Poseidon, Hades… Hoje vamos falar sobre alguns deuses que são sempre esquecidos da mitologia grega.

Depois, aconselhamos leitura do nosso artigo Nomes dos deuses gregos, onde falamos sobre 44 divindades da mitologia grega.

mitologia-grega-momoMomo, a deusa da ironia

Momo, originalmente é uma mulher; filha de Nix (a Noite).

Pouquíssimo lembrada na mitologia, é conhecida como a deusa da ironia e do sarcasmo, protetora dos escritores e poetas.

Possuía o típico costume de zombar dos demais deuses e por este motivo acabou sendo expulsa do Olimpo, após ironizar sobre a infidelidade de Zeus para com Hera.

Mais tarde, preocupado com o aumento descontrolado da população humana na terra, Zeus permitiu que Momo voltasse, dando-lhe a incumbência de resolver este problema.

Ela então sugeriu o nascimento de uma linda mulher, pela qual os povos devessem guerrear.

Ouvindo seus conselhos e devolvendo-lhe o direito de estar no Olimpo, Zeus permitiu o nascimento da jovem Helena, que consequentemente causou a guerra de Troia, qual perdurou por uma década, causando muitas mortes e trazendo fim ao problema.

Séculos depois surgiu o Rei Momo, a imagem de rei poderoso que dedicava seu tempo às festividades e ao carnaval.

Ambos acabaram tornando-se um único símbolo, representado pelo sexo masculino (imagem), nos carnavais do mundo todo.

Pã, o deus da floresta

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Almatéia era uma ninfa do bosque que tomou a afeição física de uma cabra para alimentar Zeus quando recém-nascido.

Anos depois, Zeus teria se envolvido com Almatéia, que deu à luz ao deus .

Metade homem e metade bode, Pã acabou por se tornar o deus dos pastores, dos bosques, das florestas e dos animais domésticos.

Sempre caçando e dançando com as ninfas, é temido por todo aquele que necessita atravessar a floresta durante a noite.

Algumas versões dizem que seu nome teria surgido como referência ao termo “pânico”.

Conta a mitologia que Pã se apaixonou pela náiade Sírinx. A ninfa da água não pôde aceitá-lo, pois achava impossível um romance entre uma sereia das águas e um ser metade homem e metade bode.

Pã não aceitou a resposta da jovem e passou a persegui-la. Cansada de fugir, Sírinx implora às divindades que a livre de tal sofrimento. Ouvindo suas preces, ela foi transformada em caniço.

Quando Pã a abraçou e percebeu estar abraçando um caniço, decidiu criar um instrumento que ficasse sempre com ele. Foi assim que originou-se a flauta de Pã.

Erotes, as faces do amor

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Afrodite, a deusa do amor, engravidou de Ares, o deus da guerra, dando à luz a quatro filhos que sempre lhe acompanhavam; eles representam as diferentes faces do amor.

Erotes, como são conhecidos, é o termo utilizado para pluralizar os seus filhos.

Eram eles:

Eros: deus do amor verdadeiro, que produz simpatia entre seres para uni-los em suas procriações.

Anteros: deus do amor não correspondido, tão forte quanto o irmão Eros, sendo considerado o seu oposto. Tinha o poder de separar os aspirantes ao amor.

Himeros: deus do desejo sexual e do amor carnal.

Pothos: deus da paixão fervorosa e inconsequente.

Os quatros são também bastante relacionados ao amor homossexual.

Outros deuses foram chamados de Erotes, entretanto, não tinham tanto poder quanto os filhos de Afrodite, citados acima.

Éolo, o deus dos ventos

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Vivia na Éolia, uma ilha flutuante com seus filhos e filhas. Agraciado por Zeus com o poder de acalmar e despertar os ventos.

Ulisses, em sua volta à Ítaca após ter vivenciado a Guerra de Tróia, foi presenteado por Éolo com uma sacola contendo o vento que o ajudaria a chegar em segurança ao seu destino.

Orientado a guardar segredo, Ulisses não revelou aos seus marinhos o que havia dentro da sacola. Quado comandante grego dormiu, os gananciosos marujos abriram a sacola, por imaginar que ela estava carregada de ouro.

Neste momento, o mar foi tomado por uma grande tempestade e como castigo Éolo tirou completamente o navio do rumo de seu destino.

Decepcionado e arrependido do presente que deu a Ulisses, Éolo então disse a famosa frase: “quem semeia ventos, colhe tempestades… 

Morfeu, o deus dos sonhos

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Morfeu é o deus do sono e dos sonhos noturnos.

Algumas versões aludem que ele é filho de Nix (a noite). Outras dizem que é filho de Hipnos, deus do sono eterno, e sua esposa Eusfrozina, filha de Zeus, conhecida por sua graça, beleza e alegria.

A principal habilidade de Morfeu é assumir a forma de qualquer pessoa e entrar nos sonhos de quem dorme, desta maneira, possibilitando sonhar com a pessoa amada.

Morfeu viveria em uma caverna escura, deitado em uma cama de ébano rodeado de flores.

Tânato, a morte

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Hades é o deus do submundo, reina sobre os mortos no mundo inferior. Contudo, Tânato é considerado o deus da morte, filho de Nix (a noite) e Érebo (a escuridão).

Tânato, surge em várias histórias da mitologia, representado por uma nuvem prateada de cabelos e olhos também prateados, que aparece para tirar a vida dos mortais.

Presta serviços diretos aos deuses do submundo: Hades e Perséfone.

Leia mais em Perséfone, a rainha do submundo.

Hipnos, o sono eterno

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Filho de Nix (a noite) e Érebo (a escuridão), é o deus do sono eterno, irmão gêmeo Tânato (deus da morte).

Hipnos era um deus capaz de dominar o estado espiritual dos mortais.

Segundo a mitologia grega ele morava em Lemnos junto com sua esposa Eusfrozina, sendo ela um presente dado a ele por Hera.

Normalmente, ao dormir, ele adota a imagem de uma ave escura.

Hélio, o deus do sol

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Filho dos titãs Hipersião (pai dos astros) e Teia (irmã de Hipersião), conhecido como deus do Sol, assim como Apolo.

Sua cabeça é circulada por uma áurea solar. Tudo sobre a terra sempre esteve diante os seus olhos, por isso sempre era convocado ao Olimpo, como o deus das testemunhas.

Hélio casou-se com Perseis e tiveram sete filhas, entre elas Pasífae, esposa do rei Minos de Creta e a mãe do Minotauro.

Leia mais em: O labirinto do Minotauro

Cratos, a suprema força

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Cratos não era um deus propriamente dito, mas um titã. Filho de Estige e Palas, conhecido por seu grande poder relacionado a força, tinha como irmãos: Zelo (rivalidade e grandeza), Nike (vitória) e Bia (força).

De acordo as leis do Olimpo, ele seria o sucessor de Ares, deus da guerra, no caso de algum infortúnio. Sentindo-se ameaçado, Ares acabou por matá-lo.

Sua história serviu de inspiração para o desenvolvimento do jogo God of War.  share-facebook-200

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