Ares, o deus da guerra

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mitologia-grega-aresAres era o deus da guerra e seu representante na mitologia romana era Marte.

Esse deus nasceu da união de Zeus, de quem herdou a força, e de Hera, de quem herdou a personalidade e, segundo conta a mitologia grega, chegou a ser rejeitado pelo pai por sua agressividade exagerada.

Ares ficou conhecido por sua estatura extraordinária e costumava anunciar a sua chegada em uma batalha através de gritos muito altos e assustadores, que geravam pânico nas pessoas.

Ele pertence à geração dos 12 grandes deuses do Olimpo e também ficou conhecido por ser muito impulsivo e, como sua denominação indica, extremamente apaixonado por guerras e batalhas.

Isso porque, diferente da maioria dos outros deuses e graças aos seus impulsos violentos, Ares só encontrava a sua paz dentro de uma batalha.

Como amante, Ares tinha Afrodite, a deusa do amor, com quem gerou apenas dois filhos. Os filhos eram Deimos, o terror e Fobos, o medo, que eram companhia certa do pai nas batalhas.

Ares e Afrodite

Já em relação à Afrodite, a deusa é muito mais lembrada por sua união com Hefesto, porém Ares representa a virilidade e o amante perfeito. É fato também que o casamento de Afrodite com Hefesto chegou ao fim quando a relação dela com Ares foi descoberta.

Para isso Hefesto armou um plano e preparou uma armadilha para os dois. Ao saber que se encontrariam no seu palácio, Hefesto colocou uma rede invisível na cama, que os prendeu.

O Sol que tudo vê, ajudou Hefesto e anunciou a traição a todos os deuses, convidando-os para presenciar o momento constrangedor.

mitologia-grega-ares-e-afroditeAres e Afrodite ficaram presos e foram motivo de chacota por muito tempo. Depois, quando foram soltos, decidiram se separar.

Como simbologia, a união de Ares e Afrodite representa a dualidade e o contraponto entre o amor e o ódio. Vênus e Marte.

Algumas versões dizem que da união dos dois também nasceu Eros, que assim como a mãe era deus do amor e tinha o poder de roubar os corações das pessoas com suas flechas. Outros já dizem que Eros é um Daemon, nascido logo após o Caos.

Leia mais em: Daemon, anjos e demônios

Embora seja lembrado por sua agressividade o fato é Ares também foi um deus muito protetor, principalmente com seus filhos.

Além disso, Ares também se uniu a diversas mortais, com quem teve vários filhos, todos eles muito violentos como o pai.

Dentre os acompanhantes de guerra, além de Deimos e Fobos, seus filhos, também estão Eris, que representa a discórdia e Ênio, que também era uma deusa do derramamento de sangue.

Por sua fama combativa e explosiva o deus da guerra também era odiado entre os demais deuses.

A principal rival de Ares era a sua própria meia-irmã, Atena, que também era deusa da guerra. Entretanto, o posicionamento de Atena era de uma guerra estratégica e justa, enquanto de Ares era da violência imprevisível.

Outro ponto importante sobre Ares é que embora ele fosse um entusiasta das guerras, ele perdeu muitas batalhas, inclusive para Atena diversas vezes.

Nas batalhas, o deus guerreiro costumava trajar-se usando capacete, escudo, lança e couraça, além de sempre comparecer em uma carroça que era tracionada por cavalos que botavam fogo pelas narinas.

A ajuda de Ares também era bastante solicitada pelos gregos em diversas batalhas e para isso, eles sacrificavam animais na noite anterior à guerra, em oferta ao deus.

mitologia-grega-ares-vs-atenaAres na guerra de Tróia

Muita gente não associa, mas Ares participou também da guerra de Tróia, pois ele não perdia a chance de participar de uma boa batalha.

Entretanto, na Ilíada de Homero ele aparece como um deus que não presta lealdade nem mesmo à Têmis.

Leia mais em: Guerra de Tróia, confronto direto

Segundo conta a história ele prometeu para Atena e para Hera que iria lutar do lado dos Gregos. Entretanto, Afrodite conseguiu fazê-lo mudar de ideia e passar para o lado dos Troianos.

Durante a Guerra, Diomedes viu que Ares havia mudado de lado e ordenou que os seus soldados recuassem lentamente. Em um ataque de Ares contra Diomedes, Atena, que estava descontente com a situação, desviou a lança atirada por Ares.

Devido a essa ajuda, a deusa deu a chance que Diomedes necessitava para conseguir ferir Ares. Os gritos do deus da guerra foram tão altos e assustadores que Gregos e Troianos tremeram.

Em seguida, ferido, fugiu para o Olimpo, fazendo com que os troianos tivessem que recuar na batalha. No Olimpo, o próprio Zeus tratou de cuidar

Depois de algum tempo, Zeus voltou a permitir que os deuses se envolvessem nas guerras e foi quando Ares aliou-se novamente aos Troianos e tentou batalhar contra Atena para vingar-se.

Atena deu-lhe uma nova lição. Lançou um enorme rochedo em direção ao deus da guerra, que não conseguiu desviar, ferindo-o novamente.

O fato é que depois da queda de Ascalaphus em batalha, um de seus filhos mais queridos, Ares sofreu e juntou-se novamente aos Gregos, fazendo as pazes com Atena.

Tempos depois os dois deuses se desentenderam novamente.

Na ocasião, Hércules matou Cicno, um outro filho de Ares, que costumava assaltar os viajantes, matá-los e oferecer seu sacrifício ao pai.

Ao tentar vingar-se, Ares levou a pior outra vez, pois Hércules, aliado à Antena, o feriu na perna.  share-facebook-200

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