As eras da mitologia e o fim da humanidade

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Poseidon, o deus dos mares fere a terra com um golpe do tridente; ela estremece e a água jorra abundantemente dos mais profundos abismos.

Segundo a mitologia grega a humanidade teve várias idades às quais se dão os nomes de metais.

Durante a Idade do Ouro, a terra, sem ser sulcada pelo arado, produzia tudo em abundância. A primavera reinava durante todo o ano; por toda parte se viam regatos de leite e o mel corria do tronco das árvores. As doenças e a triste velhice eram desconhecidas pelos homens, que morriam como adormeciam. Os homens dessa raça se tornaram gênios bons, que circulam sobre a terra, onde aguardam boas obras e distribuem benefícios.

Na Idade da Prata, o ano, em vez de ser uma perpétua primavera, divide-se em quatro estações, e a terra, para produzir, deve ser cultivada.

Durante a Idade do Bronze, tornaram-se os homens mais ferozes e começaram a lutar uns contra os outros, sem todavia chegarem ao crime.

Finalmente, a Idade do Ferro assinala a corrupção universal. Foi preciso, então, dividir a terra – que até aquele momento fora comum com a água e a luz – e marcar com divisas os lotes atribuídos a cada um. Os homens remexeram as próprias entranhas da terra, para lhe arrancar os tesouros. Mal se lhe retirou o ferro e o ouro, viu-se nascer a discórdia, que a ambos empregou, e por toda parte só se ouviu o fragor das armas. Foi nesta ocasião que Astréia abandonou a terra para sempre.

Zeus decidiu punir estes homens ímpios que violavam os juramentos, que não praticavam a hospitalidade e que repeliam os pedintes; Poseidon foi encarregado do castigo.

O deus dos mares fere a terra com um golpe do tridente; ela estremece e a água jorra abundantemente dos mais profundos abismos.

Os rios, transbordando, inundam a terra, arrebatam o trigo, as árvores, os rebanhos, os homens, e faz ruir os templos e casas.

Quando um palácio resiste à impetuosidade da torrente, a água o cobre inteiramente e até as próprias torres ficam submersas sob as ondas.

Já estavam a terra e o mar confundidos.

Homens lançam barcos, mas quando pretende ancorar, a âncora prende-se a um prado e eles são devorados por monstros do mar que agora habitam os lugares que, pouco antes, pastavam as cabras.

As Nereidas admiram-se ao ver, sob as ondas, bosques, cidades e casas.

Os delfins habitam as florestas e sacodem as árvores com suas  nadadeiras.

Os lobos nadam no meio das ovelhas.

A onda arrasta leões e tigres.

A força dos javalis e a rapidez dos cervos não os salvam do naufrágio.

As aves fatigadas, após buscarem inutilmente a terra para descansar, deixam-se cair na água.

A inundação cobre as montanhas e os pontos mais elevados da terra.

Seria o fim da humanidade?? Leia o desfecho dessa história abaixo!

Leia o restante AQUI: Deucalião e Pirra e a renovação humana

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