Crono, o tempo

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O Crono dos gregos, personificação do tempo, foi, na época romana, identificado a Saturno, divindade agrícola dos povos latinos.

O Crono dos gregos, personificação do tempo, foi, na época romana, identificado a Saturno, divindade agrícola dos povos latinos.

Na fábula latina, Crono, filho do Céu e da Terra, tinha um irmão chamado Titão, que, devendo suceder por direito de idade, lhe concedeu o poder sob condição de que daria a morte aos filhos do sexo masculino, para que a sucessão do trono fosse reservada aos seus.

Sabedor do embuste de Cibele, Titão entrou em luta com Crono, a quem destronou para ser ele próprio.

Por medo de perder seu reinado, o titã do tempo devorava seus próprios filhos ao nascerem.

Apenas Zeus se salvou, tendo Reia embrulhado uma pedra num pedaço de pano e entregue a Crono, fingindo ser o filho recém nascido.

Quando Zeus cresceu, expulsou o pai e se apoderou do comando.

Com ajuda de Métis, Zeus preparou uma poção mágica e forçou o titã a beber, tendo ele vomitado todos os seus irmãos.

Crono, então, passou a ser um simples mortal e refugiou-se no Lácio, Itália, onde foi acolhido por Jano e ali fez reinar a prosperidade e a abundância; foi a época da Idade do Ouro.

Saturno (Crono) era veneradíssimo em Roma; as festas conhecidas pelo nome de saturnais tinham por fim lembrar aos homens a época feliz que assinalara o reinado de Saturno.

Seu culto em Roma liga-se intimamente ao de Jano, divindade latina que nunca foi admitida pelos gregos.

O dia de Saturno é o sábado (Saturni Dies), Saturday em inglês, Samedi em francês.

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