Quimera na mitologia grega

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A Quimera (Chímaira) é um ser híbrido da mitologia grega com a capacidade de lançar chamas pelo nariz. Ela é filha de dois outros monstros colossais: Equidna, com seu corpo metade serpente e metade mulher, e Tifão, o maior e mais terrível monstro das lendas gregas. Além disso era irmã da Hidra de Lerna, do Cérbero e outros monstros mitológicos.

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Era uma figura com corpo de leão, e três cabeças, sendo uma também de leão, uma de cabra e outra de dragão. Esse assustador mostro ainda possuía um par de assas e uma cauda, que na verdade era uma de serpente.

Mesmo sendo um monstro tão espantoso, a Quimera era tratada como um animal de estimação pelo rei de Cária, mas um dia ela escapou e foi viver em uma montanha da Lícia.

Segundo o mito, a Quimera teria retornado ao recinto do seu dono, entretanto revoltou-se e incendiou boa parte de Cária, até que foi detida por Belerofonte e Pégaso, o cavalo alado.

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Essa figura mitológica sempre esteve presente no imaginário popular. Na idade média era normalmente apresentada como a representação do mal.

No entanto, com o passar do tempo, quimera passou a ser um nome genérico para qualquer monstro fantástico que fosse utilizado arquitetonicamente como decoração.

Já no que diz respeito à linguagem popular, o termo quimera faz alusão a qualquer coisa absurda, fantasiosa ou monstruosa, que seja composta de elementos pouco prováveis. Também é utilizado para representar algo utópico ou imaginativo, como um sonho.

O mito da Quimera

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As primeiras representações da Quimera vieram da Anatólia, localizada na Turquia em uma parte que pertence à península da Ásia Menor. No entanto, o seu padrão físico como conhecemos atualmente só apareceu por volta do ano 7 a.C. na Grécia.

A versão mais conhecida da sua lenda  colocam-na como filha de Tifão e Equidna, porém há outra versão que a descreve como sendo filha da Hidra de Lerna e do Leão da Neméia, dois monstros exterminados por Hércules nos seus Doze Trabalhos.

Equidna era um ser gigantesco metade mulher e metade serpente. Já Tifão era tão imenso que seus braços abertos tocavam oriente e ocidente, de seus ombros saíam cem dragões e seus olhos e boca lançavam chamas.

Embora tenha sido criada pelo rei de Cária, a Quimera fugiu e um dia retornou para se opor ao rei, bem como toda a região da Lícia.

O monstro cuspia fogo incessantemente, dizimando todos os reinos à sua frente, até que o herói grego Belerofonte com a ajuda de Pégaso, o cavalo alado, a matou.

Segundo o mito o Rei Iobates procurava um herói que fosse capaz de deter aquele terrível monstro que estava causando tantos estragos nos reinos da região, inclusive no seu.

Foi quando chegou o jovem herói Belerofonte, filho de Poseidon, que vinha trazendo uma carta secreta de Proteu, genro do rei Iobates. Na carta, Proteu recomendava fortemente o herói para ser seu criado, descrevendo-o como forte e prestativo, mas no fim da mensagem, pedia ao sogro que o matasse, caso decidisse não ficar com ele.

O que ninguém sabia era que Proteu tinha um ciúmes exacerbado do herói, pois desconfiava que a sua esposa Antéia possuía uma grande admiração pelo jovem.

O rei Iobates não se interessou pelo criado e hesitou bastante o pedido para assassiná-lo, temendo violar as regras sagradas de hospitalidade impostas por Zeus. Como alternativa decidiu mandar Belerofonte para uma luta com Quimera, a fim de cumprir o desejo de seu genro.

Sem pensar duas vezes, o corajoso herói jogou-se na armadilha criada, mas como precaução, antes da luta, decidiu consultar o poderoso vidente Polido. Assim foi orientado a ir ao templo de Atena e reivindicar a ajuda de Pégaso.

Atena deu-lhe uma rédea de ouro que era capaz de dominar o cavalo. Assim foi levado até o poço de Pirene, onde estava Pégaso bebendo água.

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Segundo o mito, o animal se aproximou docilmente de Belerofonte ao ver as rédeas douradas, permitindo que o herói montasse nele sem resistência. Em seguida, ambos saíram à procura da Quimera, que foi morta facilmente, com somente uma pancada, ao ser encontrada.

Ainda no intuito de cumprir o pedido do genro, o rei mandou Belerofonte para outros trabalhos, os quais ele realizou também com facilidade com a ajuda de Pégaso.

Com tantos sucessos, o rei percebeu que o assassino da Quimera era uma figura protegida pelos deuses e decidiu mudar sua estratégia. Deu-lhe a mão da sua filha e tornou-o sucessor do seu trono.

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